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Após 20 anos sem estudar, mecânico conquista 11º lugar em concurso

Aluno do Acelera acordava às 4h para estudar antes do trabalho e venceu a dificuldade em Matemática

Aos 36 anos e depois de 14 anos longe dos estudos, Edson Alves decidiu retomar os livros em busca de uma oportunidade no Sistema Petrobras. Aluno do Acelera Concurso desde outubro de 2025, o mecânico de manutenção passou a acordar às 4h da manhã para estudar antes do trabalho, enfrentou a dificuldade que tinha em Matemática e conquistou o 11º lugar na área de Mecânica.

A conquista veio depois da mudança na forma como Edson encarava os concursos públicos. Antes de começar a preparação direcionada, ele participou da seleção da Sanepar para técnico mecânico sem ter estudado para a prova e terminou na 84ª posição. Foi esse resultado que o fez perceber que poderia chegar mais longe se começasse a se preparar.

“Fiquei lá na posição 84 para técnico mecânico. Aí que eu comecei a pensar: ‘Pô, eu preciso me preparar melhor’”, relembra.

Edson terminou a escola em 2006 e fez o curso técnico em Mecânica por volta de 2011 e 2012. Quando decidiu voltar a estudar, portanto, já havia passado aproximadamente 14 anos desde que tinha uma rotina regular de estudos.

O sonho de trabalhar na Petrobras virou uma meta

O interesse pela carreira na Petrobras também tinha referência próxima. Edson conhecia um profissional que havia passado em um concurso e trabalhava na Petrobras há cerca de 20 anos. Ao observar a vida que ele havia construído, começou a pesquisar sobre remuneração, benefícios, carga horária e a rotina de quem trabalha embarcado.

“Ele tem carro novo, casa nova, comprou apartamento para a mãe dele. É outro nível”, conta.

Durante essas pesquisas, Edson encontrou conteúdos do Acelera Concurso no Instagram. Em outubro de 2025, tornou-se aluno e iniciou a preparação.

Entre os fatores que chamaram sua atenção estavam não apenas as possibilidades financeiras da carreira, mas também a perspectiva de ter mais tempo com a família.

“Sobra dinheiro para viajar, o cara tem tempo para a família. Trabalhar embarcado são 14 dias de trabalho e 21 dias em casa, é muito top”, afirma.

A partir dali, o desejo de trabalhar no Sistema Petrobras deixou de ser apenas uma possibilidade e passou a orientar sua rotina de estudos.

Quando não havia tempo, o dia começava às 4h

Edson já trabalhava como mecânico de manutenção da Caterpillar e precisava encontrar espaço para estudar em meio à rotina pesada. A solução? Começar o dia mais cedo.

“Eu levantava às 4h da manhã e ficava nas aulas gravadas até 5h30, antes de colocar o uniforme para ir trabalhar”, conta.

O estudo não terminava quando ele saía de casa. À tarde ou à noite, nos dias sem aula ao vivo, Edson retomava os conteúdos entre 18h e 22h. Nos finais de semana em que não estava de plantão, dedicava sábado e domingo aos estudos.

Além de trabalhar durante todo esse período, ele precisava recuperar o ritmo depois de mais de 10 anos distante dos estudos. Por isso, algumas disciplinas exigiram um esforço ainda maior. Uma delas se destacou.

A maior dificuldade virou a matéria em que mais evoluiu

Quando Lucas Nunes perguntou qual conteúdo mais exigiu esforço durante a preparação, Edson não hesitou. A resposta foi Matemática. Em vez de evitar a disciplina, ele decidiu dedicar mais tempo para estudar o conteúdo.

Edson percebeu que, para melhorar, precisava encarar de frente a matéria que mais dificultava seus estudos. E foi exatamente o que fez com Matemática. Durante a entrevista, ele resumiu essa forma de estudar ao lembrar uma orientação que ouviu durante a preparação.

“Como você diz, Lucas, concurseiro faz o que é necessário, não o que gosta.”

A experiência mostra uma mudança importante em relação à primeira seleção que havia prestado. Se antes ele entrou em uma prova sem preparação específica, dessa vez construiu uma rotina, seguiu um direcionamento e dedicou atenção aos pontos em que tinha maior dificuldade.

Edson descobriu a aprovação pelo Acelera

Depois de meses encaixando os estudos entre trabalho, madrugadas, noites e finais de semana, ele conquistou o 11º lugar na área de Mecânica. Curiosamente, ele não descobriu o resultado ao consultar a lista.

Segundo Edson, a forma como a banca divulgou o resultado dificultou o acompanhamento da classificação. Quem deu a notícia foi o coordenador pedagógico do Acelera, Tácio Figueira.

“Eu nem sabia que eu tinha passado, porque a banca é uma das mais embaçadas. Eu fiquei sabendo pelo Tácio, que entrou em contato comigo avisando que eu tinha sido aprovado em 11º lugar”

Mesmo depois da mensagem, Edson demorou para conferir pessoalmente o resultado.

“Depois de três meses que ele entrou em contato é que eu fui ver o resultado e percebi que tinha sido aprovado mesmo para o cargo de Mecânica.”

A notícia representava um resultado bem diferente daquele obtido em sua primeira experiência com concursos. Dessa vez, Edson havia se preparado e conseguiu chegar ao 11º lugar.

Uma oportunidade perto de casa

Outro detalhe tornou a conquista ainda mais significativa para Edson. Ele mora no Paraná e conta que a refinaria de Araucária fica a aproximadamente 40 ou 50 quilômetros de sua casa.

A localização combina com um dos objetivos que motivaram sua preparação. Além da remuneração e dos benefícios, Edson buscava uma oportunidade que pudesse trazer mudanças para sua rotina e mais qualidade de vida.

Durante a entrevista, Lucas Nunes demonstrou confiança em uma futura convocação. A aprovação, no entanto, não garante a contratação, pois a convocação depende das regras do processo seletivo, da posição do candidato e da necessidade da empresa.

Do primeiro concurso sem preparação ao 11º lugar

A história de Edson não começou com facilidade para estudar, domínio de todas as matérias ou anos de preparação. Ele chegou ao Acelera depois de fazer um concurso sem estudar especificamente para a prova e após passar cerca de 14 anos distante de uma rotina de estudos.

Aos 36 anos, precisou reorganizar os próprios horários. Acordou às 4h da manhã, estudou antes e depois do expediente, aproveitou finais de semana sem plantão e dedicou atenção especial à disciplina que mais lhe causava dificuldade.

A Matemática, que antes representava seu maior obstáculo, tornou-se a matéria em que ele percebeu sua maior evolução.

No fim, a mudança entre a primeira experiência e o resultado na área de Mecânica não aconteceu porque ele passou a ter mais tempo disponível. Edson aprendeu a aproveitar o tempo que tinha e direcionou seus esforços para aquilo que mais precisava melhorar.

Foi assim que, depois de anos longe dos estudos, chegou ao 11º lugar e transformou o objetivo de trabalhar no Sistema Petrobras em uma possibilidade muito mais próxima.

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